terça-feira, 20 de outubro de 2009

Cólica menstrual afeta produtividade.

A cólica menstrual afeta em torno de 65% das mulheres brasileiras e causa a redução de produtividade profissional em 70% delas. A incidência das mulheres que sofrem com a dor no período menstrual está muito próxima da média internacional, entre 70% a 90%.

Esses índices são resultados do primeiro estudo farmacoeconômico brasileiro sobre a prevalência da dor menstrual e seus impactos na produtividade no trabalho.

Este tipo de levantamento é um conceito cada vez mais utilizado pelas redes que integram a área da saúde, como: hospitais, indústrias farmacêuticas, órgãos regulatórios, entre outros.

A pesquisa tem o intuito de avaliar o impacto da doença no rendimento profissional e quantificar seu custo. Com base nela, podemos afirmar que a cólica menstrual ou dismenorréia primária afeta 33 milhões de brasileiras, com impacto direto na produtividade, resultando em ausência ou menor rendimento profissional, estendendo-se às tarefas cotidianas. Tais impactos refletem em prejuízos corporativos referentes a um mês de trabalho ao final de um ano.

Batizado de DISAB (Dismenorréia & Absenteísmo no Brasil), o estudo mostra que a idade média das mulheres que trabalham e sofrem de cólica menstrual é de 26,3 anos e que na escala de dor, o maior índice apontado foi para a dor intensa, 64,4% - índice 14,4% maior que a média mundial. Em segundo lugar vêm as dores moderadas 30,1% e na seqüência as dores leves com 5,5%.

Estes elevados índices de dor menstrual levam 30% das mulheres a se ausentarem do trabalho por pequenos períodos durante o dia. Quando analisado o impacto negativo no percentual nas horas trabalhadas, obtemos redução de 66,8% no rendimento.

Ambos os resultados totalizam cerca de duas faltas por mês, da média dos cinco dias do ciclo. O percentual é praticamente o mesmo no que diz respeito às outras atividades não relacionadas com trabalho.

Para mensurar o prejuízo causado pela cólica menstrual primária, a pesquisa multiplicou o número de dias que cada mulher apresentava cólicas pelo número de horas de trabalho diário.

A seguir, aplicou o percentual de redução de produtividade relacionado à cólica menstrual. Somando este resultado ao número de horas ausentes, foi obtido o total de horas de trabalho perdidas por conta das dores do período. Se este número for multiplicado pela remuneração por hora de trabalho, obtém-se o valor em reais gerado pela perda de produtividade.

As mulheres relatam, ainda, a freqüência dos sintomas associados às cólicas, o que possibilitou traçar incidências como cansaço maior que o habitual (59,8%), inchaço nas pernas, enjôo (51%), cefaléia (46,1%), diarréia (25,5%), dores em outras regiões (16,7%) e vômito (14,7%).

83% delas declararam que buscam alguma forma medicamentosa (antinflamatórios, analgésicos e antiespasmódicos) para alívio das dores. Mais da metade relata obter melhora grande ou completa da dor menstrual, sendo que nenhuma delas deixou de obter alívio algum.

Este estudo permite concluir que a dismenorréia primária e a intensidade da cólica menstrual são fatores fortemente associados à perda de produtividade no trabalho profissional e na realização das atividades entre mulheres brasileiras durante o seu período de vida produtiva , diz o ginecologista Dr. César Eduardo Fernandes, chefe do serviço de Clínica Ginecológica da Disciplina de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina do ABC, presidente do Conselho Científico da SOBRAC (Associação Brasileira do Climatério) e secretário-geral da SOGESP (Sociedade de Ginecologia do Estado de São Paulo).

O trabalho foi realizado pela empresa MedInsight, contou com 156 participantes em idade reprodutiva, superior a 18 anos, trabalhadoras de um call center do Rio de Janeiro.

Metodologia

Num primeiro momento as participantes foram entrevistadas por médicas para o rastreamento da dismenorréia (cólica menstrual) primária e preencheram um questionário de dados demográficos e informações clínicas.

No segundo momento, apenas aquelas mulheres que preencheram os critérios diagnósticos de interesse foram solicitadas a responder o questionário que avaliava a produtividade, conforme diretriz da Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia.

O questionário utilizado foi o WAPAI GH que avalia o impacto de uma condição médica geral na produtividade dentro e fora do trabalho. Este questionário avalia tanto os dias ou horas perdidas devido ao problema avaliado, quanto a redução do desempenho durante o problema apresentado, sendo o formato mais utilizado para este tipo de avaliação.

O material possui seis perguntas e pôde ser preenchido pela participante com a supervisão de uma entrevistadora médica treinada que forneceu orientações necessárias.

Inicialmente a mulher respondeu a questões referidas a uma semana de trabalho, fora do período menstrual e no momento seguinte, avaliou a semana de trabalho no período menstrual.

Com base neste estudo, conclui-se que a cólica menstrual primária e sua intensidade se constituem em importantes causas na ausência e redução de produtividade na vida profissional e nas atividades cotidianas entre as mulheres brasileiras durante grande parte do período da vida reprodutiva.

Fonte: Paraná Online - 13/10/2009

Tese foca exposição à radiação ultravioleta no trabalho.

São Paulo/SP - A tese de doutorado de Claudia Carla Gronchi, lotada na Coordenação de Higiene do Trabalho, intitulada “Estabelecimento de um método dosimétrico para avaliação da exposição à radiação ultravioleta”, área de concentração, tecnologia nuclear, teve como principal objetivo estabelecer um método dosimétrico para avaliação da exposição à radiação ultravioleta.

Para o desenvolvimento deste trabalho, a pesquisadora utilizou detectores de Al2O3:C da Landauer e as técnicas de Luminescência Opticamente Estimulada (OSL) e Luminescência Opticamente Estimulada Fototransferida (PTOSL).

Defendida no início de setembro de 2009, no IPEN, autarquia associada à Universidade de São Paulo, a pesquisa descreve que trabalhadores dos segmentos da agricultura, mineração a céu aberto, construção civil e pesca, entre outras atividades estão sujeitos aos efeitos prejudiciais à saúde causados por exposições excessivas ao sol. Além disso, podem-se encontrar fontes artificiais com grande potencial de emissão de RUV em locais de trabalho, como em processos de soldagem a arco.

De acordo com os dados de 2006 da Organização Mundial da Saúde, mais de 60 mil mortes ocorrem no mundo, relacionadas à exposição excessiva à radiação ultravioleta, dos quais 12 mil óbitos referem-se a carcinomas de pele.

Para a autora, a tese ora apresentada destaca a importância do estudo de tecnologia disponível no mercado com baixo custo de investimento para avaliação da exposição à RUV, uma vez que a instrumentação necessária para o monitoramento da exposição ocupacional à RUV ainda constitui um grande obstáculo devido à falta de padronização entre os laboratórios de calibração de diferentes países, o que dificulta a intercomparação dos medidores de UV.

Para conferir a pesquisa na íntegra, clique aqui.

Fonte: Fundacentro - 8/10/2009

sábado, 10 de outubro de 2009

Limpeza de banheiro público não é atividade insalubre.

Rio Grande do Sul - A empresa Gold Service Sistemas de Limpeza LTDA obteve, na Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o provimento de um recurso em que contestava a condenação ao pagamento de insalubridade, em ação trabalhista de um ex-empregado que realizava atividades de atividades limpeza em sanitários públicos em aeroportos.

O ministro Horácio Senna Pires, relator do processo na Sexta Turma, baseou sua decisão na jurisprudência do TST (OJ 4 da SDI-1), que afirma: “Não basta a constatação de insalubridade por meio de laudo pericial para que o empregado tenha direito ao respectivo adicional, sendo necessária a classificação de atividade insalubre na relação oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho.”

A norma do Ministério do trabalho que regulamenta as atividades insalubres inclui nessa categoria apenas a coleta de lixo urbano, como os encontrados em vias públicas. O documento não cita o contato com o lixo doméstico, que, teoricamente, traria mesmo risco à saúde.

Em julgamento anterior, o Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região (RS) havia deliberado em sentido contrário a esse entendimento, sob o fundamento central de que, sendo os vasos sanitários o ponto inicial do esgoto, o lixo recolhido nos banheiros públicos não se diferencia do urbano, a não ser quanto à fase da coleta.

Essa tese foi superada na análise do recurso pela Sexta Turma e, com isso, foi alterada a decisão do TRT. “Não há previsão no Anexo 14 da Norma Regulamentar 15 (do Ministério do Trabalho) para inclusão do lixo produzido em estabelecimento comercial, tido com lixo doméstico, no rol daquele urbano, bem como a limpeza de sanitários como insalubre em grau máximo”, concluiu o ministro Horácio de Senna Pires.

Fonte: TST - Tribunal Superior do Trabalho - 1/10/2009

Ginástica laboral traz benefícios ao trabalhador e à empresa.

A ginástica laboral trata-se de uma série de exercícios físicos praticados no ambiente de trabalho com o objetivo de colocar o trabalhador, ou uma equipe de trabalhadores, em boas condições físicas e mentais para o exercício do trabalho diário.
Normalmente, a ginástica laboral é baseada em técnicas de alongamento nas várias partes do corpo, desde os membros, passando pelo tronco à cabeça. Recomenda-se que a prática seja orientada ou supervisionada por um especialista no assunto, que pode ser um profissional de Educação Física ou Fisioterapia.

Benefícios ao trabalhador

Dentre os benefícios à saúde do trabalhador, a prática da ginástica laboral melhora a condição física e psicológica; favorece a integração (quando praticada em grupo), melhorando a participação e produção em equipe; corrige vícios posturais; melhora a disposição; reduz patologias e casos de LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos / Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) e diminui os níveis de estresse e tensão geral.

Benefícios às empresas

Para as empresas que adotam a prática, os benefícios são a diminuição no número de acidentes de trabalho; redução nos gastos com serviços médicos; diminuição de faltas de trabalhadores por motivo de doenças; aumento na produção das empresas e na satisfação do empregado.

As atividades propostas pela ginástica laboral são:

- de curta duração (10 a 15 minutos);
- de pouca exigência física, tais como alongamentos, relaxamento, recreação e consciência corporal;
- Preparatórias ou de Aquecimento são as realizadas antes de iniciar o trabalho, para preparar as estruturas que serão solicitadas durante as tarefas;
- compensatórias ou de pausa são as realizadas em pequenos intervalos durante o expediente e
- de relaxamento ou final de expediente são as realizadas ao término das atividades do funcionário com o objetivo de aliviar o cansaço e a tensão muscular.

Fonte: Meu salário - 5/10/2009

Estudo revela que plantas em escritórios ajudam a purificar o ar.

EUA - Um dos principais componentes da poluição atmosférica, o ozônio é um gás incolor e altamente reativo. Embora seja mais frequentemente associado a ambientes externos, também se faz presente em ambientes fechados como escritórios. Como, em países industrializados, as pessoas permanecem mais de 80% do tempo, em média, em ambientes fechados, essa forma de poluição tem sido encarada como um problema para a saúde ocupacional. O ozônio costuma ser liberado por conta do funcionamento de diversos tipos de impressoras, fotocopiadoras, luzes ultravioleta e alguns sistemas de purificação do ar.
O número de mortes influenciadas pela baixa qualidade do ar é 14 vezes maior em ambientes internos do que em externos. O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas estimou que mais de 2 milhões de pessoas morrem a cada ano devido à toxicidade do ar em ambientes fechados. Entre os efeitos tóxicos do ozônio para a saúde humana estão edemas pulmonares, hemorragia, inflamação e redução da capacidade pulmonar.
Diante de tal cenário, diversos países têm buscado alternativas eficientes e cujo custo não torne suas aplicações inviáveis. Em aparelhos de ar condicionado, pode-se aplicar filtros de carvão ativado para redução dos poluentes, mas seus custos de instalação e manutenção são ainda elevados.
No entanto, um grupo de cientistas da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, publicou recentemente resultados de um estudo que avaliou os efeitos de três plantas comuns nos níveis de ozônio em ambientes fechados. O trabalho foi publicado na revista HortTechnology, da Sociedade Norte-Americana de Ciência da Horticultura.
Os pesquisadores utilizaram pés de espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata), clorofito (Chlorophytum comosum) e jiboia (Epipremnum aureum), que têm rica folhagem e são de fácil manutenção.
Para simular escritórios e ambientes domésticos, os pesquisadores montaram câmaras em uma estufa equipadas com um sistema de filtragem do ar no qual as concentrações de ozônio pudessem ser reguladas e medidas.
Dados das câmaras foram registrados a cada 5 minutos após a aplicação de ozônio. Os resultados mostraram que as taxas de eliminação do ozônio eram maiores nas câmaras que continham plantas do que em outras sem plantas, usadas como controle. Não houve diferença significativa entre as taxas apresentadas pelas três espécies de plantas.
"Como a poluição do ar interno afeta grandemente os países, o uso de plantas como método de mitigação pode servir como uma alternativa eficiente e de baixo custo", destacaram os autores. Segundo eles, a alternativa seria ainda mais vantajosa para os países em desenvolvimento, nos quais alternativas tecnológicas de controle da qualidade do ar em ambientes fechados são muitas vezes economicamente inviáveis.

Fonte: Agência FAPESP - 1/10/2009

92,37% das empresas terão bonificação na aplicação do FAP.

Nos portais do Ministério da Previdência Social e da Secretaria da Receita Federal do Brasil, estão disponíveis, desde o dia 30 de setembro, os valores do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) de 952.561 empresas - integrantes de 1.301 subclasses ou atividades econômicas. O fator acidentário será utilizado a partir de janeiro de 2010 para calcular as alíquotas da tarifação individual por empresa ao Seguro Acidente.

Do total de empresas, 92,37% (879.933) serão bonificadas na aplicação do FAP no ano que vem. Somente 72.628 empresas, ou 7,62% terão aumento na alíquota de contribuição ao Seguro acidente em 2010. O que significa que precisam ampliar os investimentos em saúde e segurança no ambiente de trabalho.

Para o ministro da Previdência Social, José Pimentel, a nova metodologia do FAP tem o mérito de fazer uma radiografia detalhada do ambiente de trabalho de cada empresa, fazendo com que elas passem a investir cada vez mais em mecanismos e políticas de saúde e segurança no trabalho.

“Ganha toda a sociedade, pois com menos acidentes reduziremos o custo Brasil e daremos mais qualidade de vida não somente aos trabalhadores mas à população em geral”, destaca Pimentel.

O fator acidentário não vai trazer qualquer alteração na contribuição de 3,328 milhões de pequenas e microempresas, que recolhem os tributos pelo sistema simplificado, o Simples Nacional, e estão isentas da taxação do Seguro Acidente.

Além dos índices de frequência, gravidade e custo de toda a acidentalidade registrada das 952.561 empresas nos anos de 2007 (a partir de abril) e 2008, também poderão ser consultados os números de registros de acidentes e doenças do trabalho, de auxílios-doença acidentários, de aposentadorias por invalidez e de pensão por morte e o valor total de benefícios pagos.

Cada empresa terá uma senha de acesso para poder verificar o valor do seu FAP e a sua situação em relação à atividade econômica a que pertence. A senha é a mesma já utilizada pelas empresas para o recolhimento de tributos à Receita Federal pela internet.

O que é

A nova metodologia do FAP – resoluções 1.308 e 1.309/2009 - foi aprovada em maio deste ano pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) e ratificada pelo Decreto nº 6.957/2009. O fator é um multiplicador a ser aplicado às alíquotas de 1%, 2% ou 3% da tarifação coletiva por subclasse econômica, incidentes sobre a folha de salários das empresas para custear aposentadorias especiais e benefícios decorrentes de acidentes de trabalho.

A nova metodologia irá conceder redução da taxa para as empresas que registrarem queda no índice de acidentalidade e doenças ocupacionais. Por sua vez, as que apresentarem maior número de acidentes e ocorrências mais graves terão aumento no valor da contribuição.

O FAP varia de 0,5 a 2 pontos, o que significa que a alíquota de contribuição da empresa pode ser reduzida à metade ou dobrar. O aumento ou a redução do valor da alíquota passará a depender do cálculo da frequência, gravidade e do custo dos acidentes em cada empresa.

Novos critérios

O índice de frequência é baseado em toda a acidentalidade registrada pela empresa, com a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e todos os nexos técnicos sem CAT, incluído o Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP) a partir de abril de 2007.

O fator acidentário atribui pesos diferentes para as acidentalidades. A pensão por morte e a aposentadoria por invalidez, por exemplo, têm peso maior – cada uma com pesos diferenciados – que os registros de auxílio-doença e auxílio-acidente.

A atribuição de pesos diferenciados para morte e invalidez segue indicações de Normas Técnicas Brasileiras. Além disso, a experiência internacional mostra que os procedimentos adotados visam prevenir ou reduzir, prioritariamente, acidentes com morte e invalidez.

Outra mudança é a criação da trava de mortalidade e de invalidez. As empresas com óbitos ou invalidez permanente não receberão os bônus do FAP. Mas se houver investimento comprovado em melhoria na segurança do trabalho, com acompanhamento do sindicato dos trabalhadores e dos empregadores, a bonificação poderá ser mantida.

Para a comprovação de melhorias ambientais no caso das empresas que tiverem FAP igual a 1, o MPS e a Receita Federal vão disponibilizar em seus portais na internet, até 31 de outubro, o formulário eletrônico “Demonstrativo de Investimentos em Recursos Materiais, Humanos e Tecnológicos em Melhoria na Segurança do Trabalho”. Após ser assinado pela empresa e homologado pelo sindicato da categoria, o formulário deve ser encaminhado até 31 de dezembro, via internet, para processamento pelo MPS.

O cálculo também considera a taxa de rotatividade de empregados. O índice médio de cada empresa será calculado tendo como parâmetro a média dos dois últimos anos, sempre utilizando o mínimo do número de demissões ou admissões. Quando a taxa ultrapassar 75%, as empresas não serão beneficiadas com a redução do FAP, salvo se ocorrer demissões voluntárias e o término de obra, desde que as empresas tenham observado as normas de Saúde e Segurança do Trabalho. Também nesse caso, as empresas com fator acidentário igual a 1, devem utilizar o formulário eletrônico para recorrer.

Bônus

Em 2010, primeiro ano de implantação das novas regras, as empresas que investiram em medidas de segurança e saúde – redução do número de acidentes ou doenças do trabalho - terão bonificação integral no cálculo da contribuição, na variação entre 0,5 a 1ponto do FAP.

Já as empresas que não investiram em saúde e segurança terão um desconto de 25% do valor total devido (malus). Os índices máximos de pagamento para o grau leve de 1% será de 1,75%; para o grau médio de 2%, será de 3,5% e, para o risco grave de 3%, será de 5,25%. A partir de 2011, com o fim da redução de 25%, os tetos vão para 2%, 4% e 6%.

O FAP vai variar anualmente. Será calculado sempre sobre os dois últimos anos de todo o histórico de acidentalidade e de registros acidentários da Previdência Social, por empresa.

Fonte: Assessoria de imprensa do MPS - 30/9/2009